Hospital Regional de Joinville diminui tempo de atendimento na emergência durante pandemia.

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Mesmo em tempos de pandemia, o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, de Joinville, diminuiu os tempos entre a entrada do paciente no serviço de urgência e alta (sem internação), assim como da entrada do paciente no serviço de urgência e movimentação para enfermaria (com internação). Esses resultados foram possíveis por meio das técnicas implantadas com o Lean das Emergências, projeto do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), aprovado para o triênio de 2018 a 2020.

Baseado na Plataforma do Lean das Emergências, no mês de janeiro, antes do início da pandemia no país, os números do LOS (tempo de permanência do paciente no pronto socorro) em internação estavam em 402 minutos. Já em julho, a instituição alcançou a marca de 309 minutos. Isso significa que, mesmo com um aumento de pacientes na instituição, foi possível diminuir o tempo entre a entrada do paciente e sua alta, sem necessidade de internação.

A mudança positiva também é observada nos casos com internação. Enquanto, no mês de fevereiro, um paciente demorava cerca de 1.559 minutos para sair da Emergência e ir para a enfermaria, em maio, esse número chegou a 720 minutos, ou seja, uma transferência cerca de 13 horas mais rápida. Porém, no mês de julho houve um aumento de 1.380 minutos, mas os números ainda ficam abaixo da média do primeiro trimestre.

“Essa rapidez no atendimento e no tempo de tomada de decisão com relação ao paciente só é possível graças à equipe dedicada de servidores que percebe a importância de evitar um acúmulo de pacientes no pronto socorro”, explica o diretor geral Evandro Rodrigues Godoy Evandro.

De acordo com a enfermeira Adriane Schewinski, responsável pelo Núcleo Interno de Regulação (NIR), o trabalho da gestão de leitos foi desafiador, visto que metade do pronto socorro foi reservado para os atendimentos aos pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19. “O aprendizado do Projeto Lean nas Emergências trouxe grande impacto nos processos de trabalho. O tempo resposta do atendimento está menor e todas as pendências estão sendo monitoradas e resolvidas. Com isso, o paciente fica menos tempo no pronto socorro”, observa.

O tempo de permanência também sofreu variações. Enquanto em janeiro e fevereiro, marcava 8,8 dias, em julho, a média foi de seis dias. A média sofre variações constantes, porém, nos últimos cinco meses foi possível manter os resultados abaixo dos 8,8 dias.

Conforme o diretor da instituição, as ferramentas que o projeto Lean nas Emergências disponibilizou aos servidores e as mudanças realizadas no espaço físico e nos fluxos dos setores foram essenciais para o alcance dos ótimos resultados, mesmo em uma situação de pandemia. “Esta agilidade só foi possível graças às ações conjuntas dos setores que viabilizaram uma otimização no número de atendimentos e nos processos de trabalho, gerando um aperfeiçoamento do tempo e dos recursos de material e pessoal”, analisa Evandro Godoy.

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