Quem é Gabriel Monteiro

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Gabriel Luiz Monteiro de Oliveira é um policial militar, youtuber, político e ativista brasileiro, ex-membro do Movimento Brasil Livre. Em 2020, Monteiro foi eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro, com mais de 60 mil votos.

 

 

Carreira na Polícia Militar

Ele fez o curso de formação de soldados no final de 2015,[1] para entrar na Polícia Militar do Rio de Janeiro. Como membro da instituição, Monteiro chamou atenção da mídia pelas acusações de corrupção que fez à corporação.[4] Em março de 2020, ele se envolveu em uma polêmica após tratar o ex-comandante geral da Polícia Militar, Ibis Silva Pereira de forma desrespeitosa, em pelo menos duas ocasiões”, tendo filmado-o “sem autorização”.[5] Segundo o processo do qual foi alvo, Gabriel teria se passado por estudante para conversar com o ex-comandante na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), local onde o policial reformado trabalha. Ao atender o soldado, Ibis percebeu que Gabriel pretendia gravar um vídeo para o seu canal, onde ele questionou algumas ações do coronel.[6] Consequentemente, ele teve o porte de armas suspenso e a identidade funcional da corporação. Em seu perfil no Instagram, Monteiro lamentou a punição e afirmou que o principal motivo para a possível expulsão seria o vídeo em que denuncia o envolvimento do coronel Íbis com traficantes do Comando Vermelho, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio.[7][6] O ex-comandante classificou a atitude do soldado como uma transgressão “para fins de projeção pessoal” e o criticou por fazer uma acusação grave sem ter provas.[8]

No dia 4 de agosto de 2020, Monteiro foi expulso da Polícia Militar sobre acusações de deserção, como é previsto no artigo 187 do código penal militar, após não ter comparecido ao trabalho por mais de oito dias. Gabriel era lotado no 34º BPM (Bangu) e faltou o serviço para o qual foi escalado em 22 de julho e ficou até o dia 31 sem dar qualquer satisfação.[9] No entanto, ele foi reintegrado sobre alegação que estava afastado por atestado assinado pela própria PM, mas o batalhão diz que ele nunca apresentou o documento.[8] No dia 14 de agosto de 2020, Monteiro anunciou nas redes sociais seu desligamento da Polícia Militar para poder seguir com a carreira política.[10]

No YouTube

Monteiro começou a postar vídeos no YouTube em 2018, abordando temas variados, em grande parte de política, anti-corrupção e anti-criminalidade. Em 2019, ele foi acusado de agressão após ter publicado um vídeo nas redes sociais que mostra ele desferindo um soco em um estudante após uma discussão, logo depois do velório da menina Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, no entorno do cemitério de Inhaúma, na zona norte do Rio de Janeiro.[11] O PM fazia uma transmissão ao vivo em uma rede social em que falava sobre o trabalho diário da polícia militar nas comunidades, quando um rapaz o questionou sobre as mortes de inocentes durante as operações policiais contra o tráfico de drogas. No vídeo — gravado por um amigo do policial — o jovem, em tom exaltado, pergunta: “Quer falar de melhorias dentro de favela? Apreende 400 fuzis e mata mil pessoas? Mata uma criança de 8 anos?” O policial pede para o manifestante se acalmar várias vezes, mas ele continua gritando.[11] No entanto, ele dá um soco no rapaz e, em seguida, sai de carro do local.[12] Em uma página nas redes sociais, Gabriel Monteiro afirmou que não foi ao enterro ou velório da Ágatha. Ele disse ainda que, mesmo sendo agredido verbalmente, tentou acabar com a discussão e que não se aproximou mais do rapaz. “Se eu quisesse espancá-lo, no momento em que ele foi ao solo, teria chutado, contudo nem cheguei perto”, escreveu ele. Ao publicar o vídeo completo da discussão em seu canal no YouTube, ele colocou como título: “Reagi, tive que usar legítima defesa”. Ele afirmou ainda em outra publicação que teve o carro apedrejado.[11]

No dia 17 de janeiro de 2020, ele chamou antenção da mídia mais uma vez quando postou um vídeo no YouTube em um formato muito conhecido atualmente, “Change my Mind” (“Mude a Minha Mente”), intitulado “Feminismo não é bom para as mulheres. Convença-me do contrário!”, onde coloca uma mesa na calçada de uma rua movimentada e convida as pessoas a falarem sobre determinado assunto com ele, apresentando um contraponto à opinião dele, que no caso, se coloca contra o feminismo.[13] Em determinado ponto do vídeo, ele convence uma jovem feminista que chora, argumentando que o aborto é algo negativo à sociedade.[13]

Carreira na política

Nas eleições de 2020, Gabriel Monteiro filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD) e se candidatou ao cargo de vereador para a cidade do Rio de Janeiro,[10] sendo o terceiro mais votado, com um total de 60 326 votos,[14] à frente do experiente Cesar Maia (DEM), pai do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.[15] Porém, antes de ser eleito, a sua campanha para vereador foi marcada por uma denúncia de uso de policiais militares trabalhando como seus seguranças. Ele foi flagrado em Campo Grande, na zona oeste do Rio, cercado por seguranças armados que usavam distintivos.[16] Segundo o político, os agentes, que estavam sem farda, não trabalhavam naquele momento para a Polícia Militar. Na época, Monteiro disse que possuía um documento da PM que comprovava o direito de ter escolta policial. Apesar disso, a corporação informou que esse documento garantia a ele apenas uma escolta restrita ao domicílio eleitoral dele, em Copacabana, por uma viatura oficial e por agentes fardados.[16]

No dia 5 de janeiro de 2021, em uma publicação nas redes sociais, Monteiro afirmou ter sido alvo de um ataque durante uma atividade parlamentar realizada na região da Gamboa, no centro do Rio de Janeiro.[17][18] Além de Monteiro, o seu chefe de gabinete, um fotógrafo e seguranças estavam no carro em que foram atacados e, o veículo, teria sido atingido supostamente por um projétil de arma de fogo.[17] Ele declarou no twitter: “Acabo de ser atacado durante atividade parlamentar, por Deus, o carro é blindado. Marginais não me intimidarão e os moradores de todas as regiões do Rio de Janeiro, desde que comecei no dia 1º, na posse, com um trabalho fiscalizador, clamam por mudanças. Neguei o recesso e estou trabalhando. Orem por mim”.[18]

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